segunda-feira, 5 de março de 2012

Rotina pós-parto: no hospital

Os 3 últimos dias foram de verdadeiros altos e baixos. O primeiro deles já foi relatado.

Durante toda a gestação, a minha maior vontade era conseguir amamentar os dois. Se eu teria leite suficiente para os dois e coisas do tipo faziam parte dos meus questionamentos e pesquisas diárias. Então, essa história de UTI estragaria novamente os meus planos. No segundo dia de internação, os meninos começaram a dietinha. Só 2 ml de leite para cada. O Riki vem aceitando bem e no terceiro dia passou pra 3 ml. Mas não aconteceu o mesmo com o Kenzo, o estômago não aceitou bem e ele teve que voltar a ficar só no soro. Porém, isso é bem comum.  E logo ele também estará tomando leitinho na sonda. 

Graças às boas orientações  no Santa Luzia aprendi rapidamente a tirar o leite, a massagear as mamas e a me preparar para produzir bastante leite. O segredo é tomar bastante água e muita massagem para não empedrar. De cara, consegui tirar o tanto de leite que eles precisavam, e um dia depois já estava tirando 60 ml de uma vez. O leite desceu rápido. Agora estou estocando em casa para doar o que não é dado a eles.  Acho que produzir não será o problema. O próximo passo é conseguir dar de mamar no peito. Mas isso vai demorar um pouquinho, né?! 

O repouso não tem ocorrido conforme deveria. A rotina de subir e descer escadas todos os dias para ir para o Hospital impede que isso aconteça. Mas mesmo assim, estou recuperando muito bem. E fora os esperados incômodos de um corte na barriga, está tudo muito maravilhoso.  

Como já dito, os 3 dias no hospital foram de altos e baixos. Apesar da chatice típica de estar internada, eu me sentia pertinho dos meninos. Subia 2 andares e podia babá-los. Além de me emocionar mil vezes por dia, tive uma crise de choro no último dia porque não queria ir embora. Não queria e ponto final. Como querer, literalmente, não é poder, às 19h de sexta estava recebendo alta. Saí do hospital com um nó da garganta.  Acho que se eu me atrevesse a chorar de novo o Leandro e minha mãe iriam me largar lá. Brincadeirinha.
 
Eu não tenho palavras para agradecer as palavras lindas e carinhosas que recebemos. Não consegui nem responder a todos ainda. Mas lemos e nos(eu e a família) emocionamos com cada palavrinha.Vou começar a postar com mais frequencia. Pelo menos enquanto os meninos não estão em casa. Então, volte mais vezes. Vou tentar postar amanhã sobre a evolução na UTI.

sexta-feira, 2 de março de 2012

As emoções de uma bolsa rompida.



Por volta das 2h15 da manhã, do dia 29 de fevereiro, ao fechar os olhos, sinto uma coisa diferente e muitíssima água descendo pelas pernas. Acordei o Leandro e começamos a nos trocar, tudo relativamente tranqüilo. Acordei minha mãe e a Louise. E acabamos indo só nós dois para o hospital. Por que?! Louise simplesmente resolveu desmaiar logo nos 45 do segundo tempo. Seria trágico se não fosse cômico. Graças a Deus não estávamos só nós duas. Ligação para Dra., ligação pra Aline, ligação pro Pedro, e logo estávamos todos no hospital. Estava com 4 cm de dilatação e sem nenhuma dor.

Sentei na mesa de cirurgia para ser anestesiada e aí sim bateu um pânico de outro mundo. Muito medo da tão temida anestesia, mas não dói, simples assim, não sei de onde as pessoas tiram tanto medo. Às 4h e 10min, estava deitada começando a sentir os efeitos da anestesia. Às 4h 20min nasceu o Riki, com 39 cm e 1,400 kg, deu um chorinho e abriu os olhinhos. A enfermeira passou por mim e me mostrou rapidamente o meu pequeno apressadinho. E outra vez o pânico tomou conta, ele era ainda menor do que eu imaginava. E chorei silenciosamente até o final da cesárea. Às 4h23min, nasceu o Kenzo, com 42 cm e 1,700kg. Apesar de estar maior, acho que quem escolheu a hora foi o Riki, pois o Kenzo nasceu mais cansadinho. Estava menos preparado para vir ao mundo.
Não sei ainda.rs
Não fui apresentada ao Kenzo naquele momento. O coração ficou aos pedaços e comecei a ter uma crise de ansiedade internamente. Não conseguia para de tremer, como efeito da anestesia atrelado aos mix de emoções que estava sentindo. Olhava pro Leandro e pro Pedro e só conseguia falar como eles eram pequenos. Cortar e retirar os bebês é um procedimento rápido, comparado ao tempo que leva para fechar a barriga. Não terminava nunca. Fui pro quarto por volta de 6h30, aí o meu coração foi se tranqüilizando, por ora. Carinho do marido, da mãe e das irmãs... E tudo se encaminhou conforme devido. Não pude visitá-los no parte da manhã, por causa da recuperação. O Leandro foi sozinho e pela primeira vez fui realmente fraca. Um sentimento de frustração, medo e até culpa me deu uma rasteira, me jogou no chão e riu da minha cara. Não achei que o Leandro voltou com um semblante legal e pirei na batatinha, pensando que ele pudesse estar me escondendo algo. E novamente chorei, lentamente chorei. E aos conselhos da minha mãe e do Leandro tentei expulsar esses sentimentos maldosos dentro de mim. A Dra. deu uma passadinha no quarto. Conversamos e ela me tranqüilizou.

Riki



Kenzo


Durante a tarde fui visitá-los com a minha mãe. A princípio não consegui me conter, e as lagrimas desceram como se eu não tivesse mais poder sobre mim mesmo, foi algo muito forte. E tudo se tornou oficial e simples de se explicar, ali eu era uma mãe que sente a maior das dores quando algo acontece a um dos seus filhos. Eu chorava, minha mãe chorava. Assustadas por vê-los tão pequenos. Mas quanto mais ficávamos na presença dos meus guerreirinhos, mais força e certeza nós tínhamos de que eles estavam bem e que o problema era mais comigo do que com eles. Para bebês de 33 semanas eles estão ótimos. Apenas precisando maturar um pouquinho os pulmões e ganhar peso. Ficamos nós duas babando e trocando de incubadora a todo minuto pra ver os dois. Percebemos que apesar de tão pequeninos, eles são bem espertos. Bocejaram, espreguiçaram, e abriram os olhinhos por um breve momento que me satisfez pela eternidade. Deram chutes e chuparam dedo. E de quebra pude perceber que o Kenzo dorme igual ao Leandro e ao Matheus. Foram feitos exames de sangue para identificar se podem estar tendo qualquer outra coisa. Os resultados saem hoje.

Voltei tranquila, cheia de energia e muita animada pro quarto. Também fui vê-los a noite. Eles estavam dormindo numa paz indescritível. E a mãe e o pai com vontade de agarrá-los, trazer para o colo e protegê-los a todo e qualquer custo. Olhava para carinha dos dois e não conseguia acreditar que tudo aquilo tinha vindo de dentro de mim. Delicados e inocentes...


Só conseguia pensar no amor que sinto por meus meninos, por meu marido. Por minha família!

 

p.s:  Louise pediu pra avisar que ela não acabou com a festa da minha mãe. Apesar de fraca, elas conseguiram chegar no hospital a tempo de nos abraçarmos e compartilharmos o momento.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Diário de uma grávida: 33ª semana


Nova consulta e mais 1 cm de dilatação. Estou sentindo que está tão perto...

Quando a obstetra falou que eu já estava com 3 cm e que ela conseguia sentir o bumbum do Riki, fiquei muito assustada. Não sinto nada além de leves pressões para baixo, acho que chutes. E pelo fato de não estar tendo contrações, não tem como entrar com medicamento para inibir o trabalho de parto. 

Provavelmente o que está causando a dilatação não são contrações e sim o peso, ou eles podem estar forçando para baixo. O Riki está bem baixo já e tudo isso me deixou bem assustada ontem, apesar de tentar demonstrar o contrário. Não queria de forma alguma vê-los indo pra UTI. Mas, com os corticóides as coisas são bem menos preocupantes e a UTI servirá apenas pra ganhar peso. 

Claro que não estava esperando por isso, mas pedi muito a Deus que eles viessem conforme Sua vontade e assim será. Pelo que tudo indica, com sucesso podemos ter mais 2 semanas. Cada dia é uma vitória. Portanto, estou no repouso mais que absoluto, com o plus do colo e comida da mamis e a companhia diária das minhas “rimãs” (as partes boas do negócio, né? Hahaha). 

Também houve um desaceleramento no crescimento dos babys. E amanhã  teremos outra ultrasom para saber o porquê. 

Não sei se já havia relatado aqui minha vontade pelo parto normal. Apesar de a vontade ser grande, me preparei psicologicamente para ser como tivesse que ser. Não gosto de criar expectativas e acabar me decepcionando, e como os danadinhos estão sentados será mesmo cesárea.

Minha cabeça está confusa, cheia de expectativas e medos quanto às mudanças que estão por vir. Não paro de fazer mil perguntas pra minha mãe e pro Leandro, que já é pai, né?  Pra eles, tudo é mais simples.  E a vontade de conhecer a carinha de joelho  dos magricelinhas tá demais. Magricelas, mas acho que por pouco tempo também. Porque se puxar a gula da mãe e do pai...

 Papelzinho do sorteio de quem será padrinho de quem....

O colchão do berço não chega de jeito nenhum. O bebe conforto que queremos está bem difícil de encontrar. E ainda não compramos banheira. Mas sem piração que vai dar tudo certo.  O básico para essa primeira fase está pronto: Minhas unhas estão feitas, a mala das crianças fechada e tem uma comitiva cada vez maior querendo me escoltar no caminho para o hospital! Hahahahaha
 E peço novamente orações e pensamentos positivos!

A vida a espera dos meninos agora é assim. Com a família em volta, só curtindo! #AMOMUITO






Vanessa Tanaka


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Diário de uma grávida: 32ª semana

Eu queria estar escrevendo isso só daqui a umas 6 semanas. Mas enfim, vamos aos fatos: Hoje tive mais uma consulta e estou com 2 cm de dilatação.  Eu pirei, minha mãe pirou.

 


Estamos com 32 semanas e as medidas ali do lado atualizadas. Ou seja, eles ainda estão pequenos e magricelos. Então hoje tomei o corticóide para amadurecer os pulmões. E entrei em um repouso, agora, absoluto.  Ainda bem que o instinto de mãe (da minha mãe!hehehe) falou mais alto e ela resolveu dar um pulo em BSB nesse final de semana.  Ela já fez quase tudo que ainda faltava e está me dando uma força, assim como minhas ‘rimãs’ e o marido.
Estou nervosa com a pressa dos meus meninos, mas confiante que a dilatação não irá progredir e eles só estarão aqui no momento certíssimo. 



Queria deixá-los atualizados, conforme comprometi. Mas, literalmente, estou “ sem saco”. Peço aos amigos e família uma energia positiva extra nessa reta final!
Enquanto a inspiração não vem,  vou compensando com algumas das fotos do ensaio que fizemos na semana retrasada com meu fotógrafo preferido!




* Pra quem quiser o contato, é só pedir aí embaixo ou pelo formulário.


 Vanessa Tanaka